Arquivo da categoria: História de Sabores

As Frutas Nativas Brasileiras

As frutas mais populares nas mesas dos brasileiros não são as nativas. Elas foram introduzidas nas primeiras 4 décadas após Cabral aportar na Bahia. Algumas originariamente da Europa – como a laranja, maça, pêra e uva – outras são nativas da Ásia (coco, banana nanica e manga), Américas Central e do Norte e Caribe.

O cajú,  maracujá, banana da terra, abacaxi, goiaba, açaí, araçá, guaraná, jabuticaba, pitomba, jenipapo, cupuaçu, bacuri, murici,

Siriguela

juá, pequi, pitanga, mangaba, cabacinha-do-campo, cambuci e seriguela são algumas das frutas originárias de nossas terras.

A variedade é surpreendente!  São 325 espécies encontradas em diversos ecossistemas.

Pitomba

Helton Josué Teodoro Muniz  é um autodidata apaixonado por frutas, tanto que criou a Colecionando Frutas, um site com rica base de dados sobre frutas do mundo todo.

Vale a pena conhecer!

http://www.colecionandofrutas.org/

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O que é , o que é?

Imagem

 

Vamos testar nossos leitores para saber se eles reconhecem esta tradicional receita, feita com beringela, abobrinha, tomates, sal, pimenta do reino e azeite de oliva. Esta foi temperada também com flores e folhas de manjericão. Aguardo as respostas!!!

QUEM SABE O QUE É MARRON GLACÊ?

Acredito que nos dias de hoje poucos devem saber. Mesmo encontrando em todos os mercados as latas, pacotes embalados em papel celofane com aquele doce de corte, porém cremoso, e em todas as embalagens escrito Marron Glacê.
MARRON GLACE
Marron em francês quer dizer castanha, exatamente aquela castanha “portuguesa” que fazemos cozidas ou assadas no Natal.

A receita original surgiu em Turin. Reza a lenda que o doce surgiu por acaso. Um cozinheiro distraído, que trabalhava para o duque Carlo Emanuele I di Savoia (1562-1630), cozinhou na calda, em vez de água, as castanhas destinadas ao recheio de um javali.

Turim comprava açúcar de Veneza, e acabou sendo levado à França. Ao ser incorporado pelos confeiteiros da corte de Luís XIV (1651-1715la), o marrom glacê adotou a cidadania francesa. Posteriormente, a receita foi aperfeiçoada na Ardèche, região do sudeste do país, com fama de produzir as melhores castanhas. A França difundiu o doce no mundo.

A maneira de preparo aqui apresentada é original de família e pode ser diferente das variações feitas nos dias de hoje.


A técnica usada inicia-se com a seleção rigorosa das castanhas.Só as maiores, perfeitas e macias. Depois de descascadas são envolvidas em tule, uma a uma, e cozidas na champagne semi-dec ou doux. Depois, elimina-se as que não resistiram ao calor e quebraram. O passo seguinte consiste em colocar as castanhas numa grelha, onde recebem um banho de calda de açúcar. Levar ao forno por 5 minutos.

Muitas vezes é finalizado nessa fase. Na minha receita após esfriar completamente os marrons recebem uma chuva de açúcar de confeiteiro.
 Os marrons glacês são acondicionados individualmente em papel alumínio ou papel de seda e colocados em embalagem de papelão ou vidro.
Uma variação do doce é apresentá-lo macerado em calda de champagne, licor, rum ou cerveja. Existe também o creme de marrons (geléia com açúcar), o purê de castanhas (o mesmo produto, sem açúcar) e a conserva de castanhas em pedaços. Além da França, que enobrece o doce em elaborações como a esplêndida dinde aux marrons (perua com castanhas), obrigatória na ceia de Natal, Itália e Espanha se destacam na sua produção.
E por favor, não confundam o marrom glacê e o doce homônimo brasileiro, à base de batata-doce, xarope de glicose, espessante e acidulante. Pode até ser bom e ter qualidade.
Mas não é marrom glacê nem aqui nem na China.
Fonte www.clementfaugier.fr

Como surgiu o restaurante?

Como surgiu o restaurante?

Antes de existirem restaurantes, o único local (excetuando-se as pousadas e tavernas) onde se podia adquirir comida pronta para consumo fora de casa era a cozinha de rua. Ela existe desde a mais remota antiguidade e persiste até os dias de hoje.
O termo restaurante (do francês restaurant) surgiu no século XVI, com o significado de “comida restauradora”, e se referia especificamente a uma sopa.
“Vinde a mim, homens de estômago cansado, e eu vos restaurarei!”
Era o ano de 1765 quando M. Boulanger colocou este cartaz surgiu na rue de Pouiles – em Paris – para anunciar que serviam naquele estabelecimento pratos de comida e bom vinho. Desconhece-se o nome daquele primeiro local, mas é dele que herdamos a denominação “restaurante”.
M. Boulanger
Alguns anos depois – em 1782  em Paris-  Antoine Beauvilliers abria as portas de A Grande Taberna de Londres, um estabelecimento que colocava à disposição dos clientes, pela primeira vez na história da gastronomia o conceito de restaurante. O estabelecimento ficava na rue du Richelieu e permaneceu 20 anos sem rival.

Receita – Baba ao Rum e Savarin – A história do Baba

Savarin é uma releitura feita pelos franceses da tradicionalíssima receita de Baba ao Rum. O que muda mesmo é a forma.

Mas qual é a história do Baba?

Na história da baba começa com um rei:  Stanisław Leszczyński, rei da Polônia 1704-1735.
Stanislaw tornou-se rei com menos de 30 anos, graças ao apoio de Carlos XII da Suécia. Alguns anos mais tarde (era 1735) Pedro, o Grande, Czar de Todas as Rússias, provou ser muito maior do que o rei sueco e seu aliado polaco. Juntamente com a Prússia e a Áustria, derrotaram-os na guerra. Stanislaw, no entanto, não foi um nobre qualquer. Ele foi sogro de Luís XV de França, que havia se casado com sua filha Mary.  Por esta razão, depois de ser destronado pelos Russos, como consolo deu-lhe o ducado de Lorraine. Ele não estava muito feliz, mas ele se adaptou.
Privado do Reino da Polônia, e forçado a uma corte pequena, Stani estava entediado. Tinha muito tempo livre e se cercou de filósofos e cientistas, começando a estudar. Estudos que o levaram a desenvolver um projeto de integração europeia: a primeira versão da UE, na memória viva.
No papel, o projeto foi magnífico, mas o antigo monarca sabia que não tinha chance de implementá-lo: ele estava sem uma coroa, e, portanto, sem qualquer peso.
Isso o deixou muito deprimido. Para combater a depressão, Stanislaw precisava comer doces todos os dias. Agradá-lo, no entanto, não foi fácil: em  Lorraine os confeiteiros estavam constantemente quebrando a cabeça para preparar algo novo.
Mas eles não tinham muita imaginação, e assim por dois ou três dias o ex-rei foi servido com “Kugelhupf”, um doce típico daquela região, feito de farinha, manteiga, açúcar, ovos e passas. A mistura foi adicionada fermento de padeiro, até a massa ficar macia e esponjosa. Era difícil engolir. Não que ele fosse ruim, mas era, tipo, um pouco desprovido de personalidade. Além disso, era seco, mas tão seco que amarrava o paladar. E ele não gostava mesmo quando a molhava com um vinho Madeira com açúcar e especiarias.
Muitas vezes nem sequer a provava.
Então ele voltou para os seus planos de fazer um mundo mais justo, sem vencedores ou perdedores.
Em suma, Stanislaw Leszczynski estava vivendo em uma prisão: de ouro, mas ainda uma prisão. É, portanto compreensível que às vezes, para não pensar sobre o passado, que o deixava triste, e no futuro, que o assustava, começou a beber além da conta.
Fiel a seus ideais de igualdade, bebeu tudo: começando com os vinhos do Meuse e Moselle, orgulho Lorraine. Mas os invernos são frios e longos demais, frios e com neve, muitas vezes, ele precisava de algo mais forte. E ele tinha encontrado: era o rum, destilado derivado do açúcar de cana importado das Índias Ocidentais. Foi bom, e foi exatamente o que queria.
Um dia, Stanislaw, que já tinha entornado vários copos de rum, percebeu que tinha um grande desejo de um bom bolo. Algo realmente especial. Então, quando seu mordomo lhe ofereceu um Kugelhupf. Com raiva deu um tapa no prato e jogou o bolo longe. O prato terminou sua corrida contra a garrafa de rum e a derramou. Antes que alguém pudesse intervir para recuperar a bebida ela havia encharcado completamente o até então extrasseco Kugelhupf.
O olhar carrancudo ainda de Stanislaw teve lugar uma extraordinária metamorfose: a massa do insípido doce de Lorraine, geralmente de cor amarelada, rapidamente assumiu um tom morno, âmbar e um aroma inebriante começaram a se espalhar ao redor.
Na sala de jantar, houve um silêncio profundo. Stanislaw sob o olhar atônito dos servos levantou a colher de ouro e pega um pedaço deste híbrido que havia se materializado diante dos seus olhos, e levou-o para boca.
Este foi um dia memorável para a humanidade.  Ele batizou sua criação em homenagem a Ali Baba, protagonista de “as Mil e uma Noites”, livro que o rei gostava de ler e reler durante sua longa estadia em Lorraine. A baba de Lorraine foi para Paris, a confeitaria Sthorer onde muitos o conheceram e apreciaram-no. Mais tarde foi levado para Nápoles, onde ele tomou a forma final muito característica (de um cogumelo)  e foram  servidos à nobreza napolitana, incorporando-se a culinária e tornando-se a sobremesa símbolo de Nápoles.

A primeira vez que provei o Baba foi em um reveillon em casa. Foi levado por tia Carlota Szuster, judia russa e amante da boa culinária. Foi feito em forma de bolo alta com buraco no centro, tipicas que usamos para o bolo de Fubá.
Receita da Tia Carlota
 massa de fermento
  • 1 tablete de fermento fresco
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 1/2 copo de água morna
  • misture tudo e deixe descansar por 1 hora
Massa:
  • 250g de farinha de trigo
  • 3 ovos inteiros
  • 100g de manteiga derretida
  • 2 colheres de sopa de açúcar

Preparo:  MIsture primeiro a massa de fermento com a farinha e o açúcar, Acrescente os ovos e por último a manteiga derretida em temperatura ambiente. Mexa muito bem toda a massa e leve a uma forma untada para descansar até dobrar de tamanho. Asse como bolo até dourar.

Calda: 3 xícaras de açúcar, 2 xícaras de água, deixe ferver por 5 minutos. Desligue e fora do forno acrescente 1 1/2 copo de rum.

Jogue a calda sobre o bolo recém saído do forno.

Desenformar depois de frio.

Pode ser guarnecido com damascos, frutas vermelhas em calda, geleias ou fios de ovos.

Cupcakes Românticos! Rosa, rosas, rosas….

Que tal Madeleines para o café da tarde?

As madeleines são criados na cidade de Commercy em Lorrraine (França).

As verdadeira Madeleines de Commency são feitas de gemas batidas com açúcar, raspas de limão, farinha de trigo, manteiga noissette e claras em neve,.

 A massa é colocada em pequenas formas em formato de conchas e assadas até dourar.

Hoje em dia podemos ver uma grande variedade, com diversos sabores. Elas podem ainda serem favorizadas com mel, laranja, lavanda, rosas, entre outros

Mas seu segredo está no beurre noisette, que é o ponto ideal da manteiga derretida que deve queimar até ter o cheiro de avelãs.

 

Ingredientes:

180g de farinha de trigo

200g de manteiga sem sal derretida

170g de açúcar

4 ovos grandes

2g de sal

10g de mel

5g de fermento em pó

 

Preparo:

 

Bata os ovos e acrescente o açúcar. 

Bata até formar um creme. Junte a farinha peneirada com o fermento e o sal.

Bata até massa ficar lisa e homogênea. 

Usando um *fouet, incorpore a manteiga derretida morna e depois o mel.

Misture (sem bater) para incorporar bem todos os ingredientes.

Encha as formas e leve ao forno 180°C até dourar.

 

*batedor de arame

Fudges! Macios, cremosos, deliciosos!

De um textura única e sabores marcantes, os fudges nasceram na Inglaterra no final do século XIX e foram levados para os EUA onde se tornaram um dos doces favoritos dos norte americanos. Podem ter uuma infinidade de sabores . São feitos a partir de chocolate amargo, caramelo de leite e chocolate branco.

Fudge de café

Fudge de amêndoas e marshmelow

Fudge de côco

Fudge Tradicional

Fudge de Castanha do Pará

 

Ingredientes:

 

Chocolate 70%                     300g

Chocolate ao Leite              150g

Leite condensado                395g

Castanha do Pará                100g

Bala Toffee leite                    150g

 

Preparação:

 

  1. Pesar todos os ingredientes
  2. picar os 2 chocolates, derreter junto e reservar
  3. misturar o leite condensado e as balas e derreter em banho maria, mexendo sempre
  4. juntar o chocolate e misturar muito bem
  5. juntar a castanha 
  6. verter em um aro quadrado, forrado de filme plástico
  7. nivelar e gelar por 3 horas
  8. desenformar e cortar em cubinhos

 

 

Cupcakes para casamento

Torta de Frutas Secas

Frutas cristlalizadas, damasco, passas ao rum, castanha do Brasil
nozes, avelã e amêndoas.
Para 4, 6, 8, 12 e 20 pessoas
Dog's Chef

Nutrição saudável para cães

Orgânicos

Sabor sem veneno

Worldbeer - Cervejas

Um dos blogs da Adega do Abade (www.adegadoabade.com.br)

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