Arquivo mensal: outubro 2013

Bacalhau: Mitos e Verdades

Nos últimos 2 anos fui surpreendida por um novo conceito/tese/definição em artigos/comentários/pitacos feitos em radios, blog, tv etc.

Bacalhau não é peixe! É o processo de salgar um peixe para conserva-lo.

Com essa afirmação conseguiram uma ótima justificativa do conhecido ditado “comprar gato por lebre”

Não quero entrar em discussões mas bacalhau é um peixe sim!

Bacalhau é o nome comum de várias espécies de peixes classificadas em vários géneros, em particular no gênero Gadus, pertencente à família Gadidae,

Gadus morhua – Gadus macrocephalus – Gadus ogac – Gadus chalcogrammus

Outros peixes salgados e secos também são comercializados com o nome genérico de bacalhau como o Gadus virens ou Pollachius virens (Saithe), o Molva molva (Ling) e Brosmius brosme (Zarbo);  peixes da mesma familia – Gadidae

Historicamente, a cidade do Porto foi a primeira a receber e preparar o bacalhau que os pescadores portugueses buscavam nas águas geladas da Terra Nova, Islândia e Groenlândia. Ainda hoje o Porto é a principal cidade culinária do bacalhau.
Por tradição cultural, no Brasil o nome “Porto” passou a identificar o bacalhau de melhor qualidade. Era o bacalhau que vinha da Cidade do Porto, e era comercilizado no porto das capitais do Rio e Salvador.
Usava-se chamar “Porto” apenas o  bacalhau tipo Cod Gadus Morhua acima de 3 kg, que quando cortado apresenta grossas lascas, de bela cor e suave textura.
No entanto, exportadores e supermercados também utilizam a denominação “Porto” para o Cod Gadus Macrocephalus, o que confunde o consumidor.

Atualmente,  o “Bacalhau Porto” que identificamos no mercado brasileiro, pode ser de origem norueguesa, portuguesa, islandesa, espanhola ou francesa ( principais países exportadores). E pode ser do tipo Cod Gadus Morhua e Cod Gadus Macrocephalus, com peso superior a 3 kg.

Anúncios

Bolo Souza Leão

O Nordeste brasileiro é uma área rica da doçaria brasileira, principalmente dos bolos autorais, de receita especial de família. O mais famoso é Um património de Pernambuco: o  Bolo Souza Leão.

O Bolo Souza Leão entrou na história da doçaria pernambucana por intermédio de Dona Rita de Cássia Souza Leão Bezerra Cavalcanti, esposa do coronel Agostinho Bezerra da Silva Cavalcanti, proprietário do engenho São Bartolomeu, povoado de Muribeca, município de Jaboatão dos Guararapes. Alguns ingredientes do Souza Leão, originalmente europeus, foram substituídos: o trigo pela massa de mandioca e a manteiga francesa, por manteiga feita na cozinha do engenho. É considerado o mais aristocrático bolo nordestino. Inclusive, na tradição de servir o bolo, existe a obrigação de utilizar pratos de porcelana ou de cristal. Provavelmente, esta exigência deva-se a importância dos Souza Leão, que o batizaram.

Atualmente é difícil identificar a receita original supostamente idealizada por Dona Rita de Cássia.   Os descendentes da família Souza Leão são provenientes de onze engenhos de Pernambuco. Com o passar dos anos, a receita original foi sofrendo pequenas variações nos ingredientes, e cada ramificação da família afirma que sua  receita é a verdadeira. Independentemente da versão apresentada, o bolo é delicioso, cremoso, lembrando um pudim, de gosto marcante e inesquecível.

A seguir, uma das receitas do tradicional bolo Souza Leão:

Bolo Souza Leão

Ingredientes:

  • 18 gemas;
  • 700ml de leite de coco puro;
  • 1 kg de açúcar;
  • 450 g de água
  • 1 kg de massa de mandioca (puba)
  • 400g de manteiga
  • 1 colher de chá de sal

Preparo:

  • Com açúcar e a água faça uma calda em ponto de fio;
  • Junte a manteiga e o sal e deixe esfriar
  • Em um bowl coloque a massa puba e acrescente as gemas,
  • Acrescente o leite de coco
  • Misture muito bem a cada adição de um ingrediente.
  • por ultimo coloque acrescente a calda aos poucos e mexendo bem para a gema não coagular
  • Passe toda a mistura em peneira  fina 3 vezes;
  • Coloque em fôrma de pudim untada com manteiga e açúcar.
  • Leve ao fogo em banho-maria até firmar. Pode-se levar ao forno regular nos últimos 10 minutos.

No dia 22 de maio de 2008, foi sancionada pelo governador Eduardo Campos, a Lei nº 357/2007, de autoria do deputado Pedro Eurico, que deu ao bolo Souza Leão o título de Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado de Pernambuco.

Arenque Defumado Marinado

Ingredientes

  • 12 arenques salgados defumados
  • 3 folhas de louro
  • 1 salsão (aipo)
  • 1/2 litro de vinho branco seco
  • 1/2 litro de leite
  • 200g de manteiga
  • 1 ramo de salsinha
  • 1 ramo de tomilho
  • 1/2 litro de vinagre de vinho
  • 1 cebola

Preparo:

  • retirar a cabeça e rabo do peixe
  • deixe de molho no leite por no mínimo 24 hs
  • Em uma panela deite a manteiga e refogue a cebola, louro, salsão, tomilho e salsinha tudo bem picado.
  • quando tudo estiver dourado despeje o vinho e o vinagre deixando ferver lentamente até apurar
  • Adicione os arenques e deixe cozinhar por 10 minutos

Pode ser servido quente ou frio.Imagem

Receita original do caderno de receitas de Helly F. Nogueira

Dog's Chef

Nutrição saudável para cães

Orgânicos

Sabor sem veneno

Worldbeer - Cervejas

Um dos blogs da Adega do Abade (www.adegadoabade.com.br)

%d blogueiros gostam disto: